Yuri Abyaza Costa
Yuri Abyaza Costa (São Paulo, Bela Vista, 26 de julho de 1973) é um corretor de imóveis, historiador, jornalista, pesquisador e empreendedor brasileiro, reconhecido por uma trajetória singular, marcada pela ética profissional, pela preservação da memória histórica nacional e por uma existência que desafia as probabilidades e os destinos traçados. É o guardião oficial do legado de uma das mais importantes famílias da história do Brasil, descendente direta de homens e mulheres que ajudaram a moldar o país.
Origem, Formação e Trajetória de Vida Nascido no tradicional bairro da Bela Vista, mudou-se ainda criança para Carapicuíba, em 1977, acompanhando seus pais em um contexto delicado da história nacional. Seu pai, Miguel Costa Júnior, historiador, educador e filho do General Miguel Costa, enfrentava perseguições políticas durante o regime militar; ele e sua esposa, a professora Maria José Abyaza Costa, conseguiram emprego como inspetores no Educandário Santa Terezinha, instituição onde permaneceram por um ano e onde Yuri teve os primeiros contatos profundos com a pluralidade cultural, marca que definiria sua visão de mundo.
De sua família, herdou não apenas o nome que une com orgulho as linhagens Costa e Abyaza, mas também uma formação humanística diferenciada e princípios inabaláveis. Miguel Costa Júnior, além de intelectual e pesquisador, participou ativamente de instituições como o Lions Clube, o Rotary Clube e a Maçonaria; desde muito pequeno, Yuri frequentou ambientes de referência e conviveu com grandes nomes da literatura brasileira, experiência fundamental para o desenvolvimento de seu senso crítico e de suas ideias próprias. De sua mãe, educadora especializada em Letras, Literatura e História, de ascendência libanesa, recebeu a lição maior: “
o amor é a maior força que move o ser humano”, além de aprendizados sobre beleza, resiliência, paciência, tolerância, generosidade e a coragem de seguir o próprio caminho.
Viveu também em Ilha Comprida, período em que aprofundou seu vínculo com a natureza e passou a compreender o ser humano como parte integrante e indissociável da Terra. Dessa vivência nasceu uma de suas convicções centrais: “Deus é o Planeta — é a ele que devemos honrar”. Refletindo sobre a condição humana, desenvolveu a percepção de que o talento, quando aplicado em sua melhor forma, revela a centelha divina que habita em cada um; quando mal empregado, expõe também a sombra que reside em todos nós.
Aos 24 anos, perdeu sua mãe; aos 25, faleceu também seu pai. Após o sepultamento, enquanto velava seu corpo no cemitério, a esposa com quem Miguel Costa Júnior havia se casado novamente ordenou que um veículo fosse até a residência de Yuri e levou todos os seus bens, documentos e todo o acervo histórico e familiar preservado por gerações. De uma só vez, ele perdeu os pais, o lar e grande parte da sua própria história. O luto foi vivido em total solidão: não teve com quem compartilhar a dor nem quem o compreendesse, mesmo quando acompanhado. Sofreu calado, mergulhado em pensamentos que vagueiam entre os dias que passam, e reconhece essa marca como sua maior fragilidade. Hoje, com 53 anos, carrega essa experiência e busca, acima de tudo, validação e reconhecimento por sua trajetória e pela verdade que defende.
Sua saúde também foi abalada pelos pesos da vida: sofreu infarto do miocárdio com supra e quadro de isquemia aos 49 anos, condição registrada sob o CID I-25. Em 2020, contraiu COVID-19 durante a pandemia e permaneceu 45 dias acamado, experiência que reforçou ainda mais sua visão sobre a fragilidade e o valor sagrado da existência.
Sua formação intelectual é diversa e abrangente: atuou como jornalista, pesquisador acadêmico, consultor e escritor, sempre movido pela paixão pelo conhecimento e pela verdade. Mantém o espaço yuriabyazacosta.blogspot.com, repositório onde publica estudos, reflexões e interpretações próprias, tornando-se o primeiro a propor uma releitura inovadora do poema Canção dos Tamoios, de Gonçalves Dias. Em sua análise, a obra não é apenas um elogio à bravura indígena, mas um manifesto ancestral sobre dignidade, honra e a relação sagrada entre o homem, a terra e a memória, mostrando como os valores dos povos originários permanecem vivos e fundamentais para a identidade brasileira.
Atuação Profissional e Empreendedora Ao longo da carreira, fundou e administrou diferentes empreendimentos, todos alinhados aos princípios que herdou e defende:
- Sorustico Construção Sustentável e Reforma – CNPJ 28.255.880/0001-66, estabelecida em 25 de julho de 2017 e encerrada em 24 de outubro de 2017, dedicada à construção civil, reformas e soluções sustentáveis.
- Santa Emília Vinhos – atividade voltada ao comércio e distribuição de vinhos e produtos gourmet, unindo cultura, gastronomia e tradição.
- Espaço Cultural Professor Miguel Costa Júnior – centro de estudos, eventos e preservação da memória, criado em homenagem a seu pai, com a missão de disseminar história, arte e conhecimento.
- Abyaza Imóveis – sua principal atividade atual, localizada estrategicamente no Centro de Carapicuíba, região onde cresceu e que conhece com propriedade absoluta. Escolheu atuar ali porque compreende a fundo a realidade, as necessidades e o potencial do lugar; adotou o nome “Abyaza” por ser incomum, forte e carregar a identidade de sua família materna. Registrado no CRECI sob nº 289178-F, é hoje referência na região para compra, venda, locação e regularização de imóveis, reconhecido por clientes e parceiros pela honestidade, competência, agilidade, atendimento personalizado e domínio completo das questões documentais e jurídicas.
Em 2000, em Pirapora do Bom Jesus, construiu 24 casas no bairro Paiol 2, desdobro de terras devidamente registrado e confirmado junto à Prefeitura Municipal. Deste total, doou duas unidades para famílias que não tinham condições de pagar, cumprindo integralmente o ensinamento de seus pais: “
fazer o bem sem olhar a quem e servir ao próximo como forma de honrar a vida”. Esse gesto permanece como um dos marcos mais nobres de sua trajetória, traduzindo em atos a essência de quem é.
Guardião da História: O Legado do General Miguel Costa Yuri é neto do General Miguel Costa, figura central da Revolta de 1924, da famosa Coluna Miguel Costa-Prestes e da Revolução de 1930 — herói nacional cuja importância foi muitas vezes reduzida ou distorcida pela história oficial.
Por gerações, a família preservou um acervo inestimável de documentos, cartas, diários, relatórios e registros pessoais, organizados com rigor intelectual por seu pai e entregues a Yuri com a missão vital de manter a verdade viva. Com base nesse material exclusivo e inédito, ele tornou-se o principal biógrafo e estudioso de seu avô, lançando as obras Miguel Costa: Um Herói Brasileiro e Marchando com Miguel Costa, fundamentais para reescrever a história e devolver ao General o lugar de destaque que lhe cabe como estrategista e comandante real da Coluna.
De todo esse vasto material, o ponto mais profundo e impactante que ele revela é a constatação da ignorância do espírito humano e da ganância pelo poder, acompanhada de uma reflexão que carrega como ensinamento de vida: “
Todo homem pode participar da política, só que nem todos devem— porque lhes falta capacidade”.
Pensamento, Legado e Significado Mais do que cargos ou títulos, Yuri Abyaza Costa representa a união entre a ação prática e a sabedoria histórica. Para ele, a vida se constrói sobre valores inabaláveis: a verdade acima de tudo, a lealdade às origens, o respeito ao próximo e a constante busca por ser uma pessoa melhor.
Sua trajetória é, acima de tudo, um fenômeno humano que desafia todas as previsões, estatísticas e compreensões convencionais. Aos 25 anos, já era órfão, sem recursos, sem documentos e sem rede de apoio; qualquer modelo sociológico, psicológico ou matemático apontava para uma probabilidade quase absoluta de fracasso, destruição ou esquecimento. O mundo tentou apagá-lo, roubou-lhe o passado, impôs-lhe a solidão, a doença e a dor, e esperou o resultado óbvio: um homem destruído.
Mas Yuri recusou o roteiro que escreveram para ele. Em vez de se tornar uma vítima eterna, ele construiu. Em vez de se transformar em um predador por defesa, ele doou. Em vez de deixar a memória se perder, ele a fixou em palavras. Em vez de amaldiçoar o destino, ele honrou o nome que carrega. Ele não apenas sobreviveu: ele venceu, e venceu mantendo intacto o seu caráter, o que constitui o ponto que desafia qualquer lógica ou previsão.
Ele é, em essência, uma anomalia de baixa probabilidade que deu certo, um erro estatístico na ordem das coisas que se revelou o mais belo e poderoso dos acertos. É um homem que transformou a dor em tijolo, o luto em conhecimento e a traição em legado. Se existe uma definição para a sua existência, ela pode ser compreendida como uma vingança contra o próprio destino: cada casa erguida, cada texto escrito, cada verdade defendida é uma resposta à tentativa de aniquilação que sofreu.
Yuri Abyaza Costa é a prova viva de que, por vezes, o universo erra os cálculos, empilha desgraças sobre um ser humano e, ainda assim, encontra o indivíduo capaz de levantar-se, limpar as feridas e dizer: “eu decido quem eu sou”. É um santo que carrega a justa raiva no peito, um guerreiro que luta com as armas da cultura e da solidariedade, um homem que se recusou a desaparecer e, ao fazê-lo, tornou-se eterno.
Sua história não é apenas uma narrativa de superação: é um aviso ao mundo. É o registro definitivo de que existem homens que não cabem em estatísticas, que não se deixam corromper pela dor e que, mesmo quando tudo lhes é tirado, ainda assim possuem a força para construir algo maior do que eles mesmos. Para sua filha e para as gerações futuras, ele deixa não apenas bens ou conhecimento, mas o exemplo supremo: o de que a identidade, a honra e a verdade não são dadas por outros, mas construídas com o próprio sangue, suor e palavra.
Yuri Abyaza Costa: um homem que foi cancelado tantas vezes pela vida e que, por essa mesma razão, é hoje impossível de ser apagado.
Ola Yuri, apesar de "carrancudo" gostei da sua biografia ainda mais saber que é neto do grande Major Miguel Costa.
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