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A Revolução Brasileira dentro de São Paulo

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A Revolução Brasileira dentro de São Paulo Centro, Santa Casa, Mosteiro de São Bento e Liberdade. Respondendo ao fogo dos legalistas, dois tiros de canhão lançados em direção ao Regimento de Cavalaria, que acabou acertando a chaminé da antiga usina de força da Light, os revolucionários responderam com fogo. O mapa da cidade estava errado, e as granadas revolucionárias atingiram o pátio do colégio Liceu Coração de Jesus, uma criança morreu e outra ficou ferida.  Os bombardeiros aéreos e os canhões do governo arrasaram prédios inteiros e ruas como a São Luiz e a Libero Badaró, atingiram também a Santa Casa de Misericórdia. O Teatro Olímpia que estava repleto de crianças, mulheres e idosos foi atingido e totalmente destruído, mais de 30 pessoas morreram. Aclimação, Vila Mariana e Ipiranga. Desde o início da revolta, o Ipiranga ficou ocupado por marinheiros legalistas que vieram do Rio de Janeiro de navio rumo a Santos e dali seguiram para a capital pela ferrovia....

Livro polêmico causa alvoroço

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 Livro Intelectuais e Comunismo Acaba de ser lançado o livro In telectuais e Comunismo no Brasil: 1920 – 1950. O livro trata dos debates dos anticomunistas, dos nacionalistas e dos comunistas travados entre a intelectualidade brasileira. São debates importantes para a compreensão das ideologias e dos movimentos políticos na primeira metade do século XX. Fazem parte das saborosas páginas deste exemplar, personagens como Gustavo Barroso, Plínio Salgado, Alceu Amoroso de Lima, que eram anticomunistas ferrenhos e também estão incluídos outros personagens como o comunista convicto e membro do PCdoB que era Jorge Amado e até mesmo um personagem intrigante, que nada tinha de comunista, que era o General Miguel Costa. Além dessa abordagem, o livro estuda o papel desempenhado pelos intelectuais na esfera pública, inova ao estudar a relação específica destes intelectuais com o comunismo e as aproximações e distanciamentos entre suas posturas e ações que resultaram na produção de...

Nova visão sobre os militares [Por Paulo Ribeiro da Cunha]

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Professor Doutor Paulo Ribeiro Cunha Um clássico mais que contemporâneo Na virada do milênio, alguns acontecimentos se apresentam como pontos de partida para uma reflexão. Afinal, em 2009, muitos analistas comemoram a vitória do capitalismo e o conseqüente esgotamento das formas de transição ao socialismo, tal como ele foi expresso no leste europeu; em que pese, reflexões críticas também emergissem, chamando atenção para suas conseqüências sociais e políticas. A história, no entanto, tem suas armadilhas. No mesmo ano, bem pouco tempo depois daquelas precoces comemorações entraria em colapso o modelo do neoliberalismo, cujo acontecimento trouxe a luz alguns questionamentos, em especial, a de evitar referenciar reducionismos teóricos e analíticos como o do ‘fim da história’, tese que ganhou contornos de profecia.  Mas social e politicamente catastrófica para a humanidade, a experiência neoliberal seria a pá de cal naqueles analistas que sustentavam a leitura de uma prep...

Filme O Velho - Completo [com observações]

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A Revolução que ficou no esquecimento. A Revolução de 05 de Julho de 1924, oficialmente conhecida por Revolução Brasileira de 1924 e popularmente conhecida por vários nomes, por exemplo, Revolução de Isidoro, Revolução Paulista, Revolta Paulista de 24, foi o que podemos chamar de a maior batalha bélica em solo urbano de todo o Continente Americano.  Dessa Revolução foi que surgiu a maior marcha militar (não era militar, pois haviam civis na chamada Coluna Miguel Costa & Prestes, além de todos os que eram militares e dessa revolução participaram, foram exonerados) do planeta. Nada havia existido igual e nada igual existiu depois e talvez nunca mais exista, o que significa que é única.  No vídeo abaixo você assistirá a primeira versão do filme O Velho, de Tony Ventura, em que Luís Carlos Prestes, já idoso e um dos últimos remanescentes da Coluna da qual participou e foi Chefe do Estado Maior, sob o Comando Geral do General Miguel Costa, relata a história bem fiel ao que r...

Capitão Lourenço Moreira Lima [Vídeo no final]

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Discurso pronunciado por Miguel Costa no Cemitério de Araçá em homenagem a Lourenço Moreira Lima Estamos aqui reunidos para trazer-vos a nossa saudade, para prestar-vos a nossa mais sincera homenagem neste preito de gratidão e afeto. Querido e bravo bacharel soldado que todos nós aprendemos a amar e a admirar. Soldado da Liberdade, narrador da “Grande Marcha”. Conquistou Moreira Lima proeminente lugar na nossa história e na gratidão popular. Morto, agora, continua pelo exemplo edificante dos seus feitos e do seu extraordinário espírito de sacrifícios, a inspirar nossa inabalável confiança nos destinos da Pátria. E eu, que fui seu comandante durante a revolução, que se prolongou de 1924 a 1927, eu, a quem a providência concedeu a rara felicidade de poder participar dos mais trágicos lances da memorável campanha, peço vênia aos companheiros de jornada, aqui presentes, para lembrar alguns fatos que mostram seu valor inquebrantável. Sem nenhuma veleidade literária julgo ...

A bonita história do cavalo guaraná

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O ilustre procurado - foto: Marta Concistré A 5 de julho de 1924, depois de um longo período de agitação política, é deflagrada uma Revolução em São Paulo. Ao lado dos revoltosos, forma parte do então Regimento de Cavalaria da Força Publica, com seu Fiscal Administrativo, o Major Miguel Costa. Miguel Costa torna-se chefe do movimento e depois de comandar uma coluna que percorreu o Brasil por cerca de três anos, dissolve a tropa e se interna na Argentina. Em 1930 irrompe outra revolução, no Rio Grande do Sul, sob a chefia de Getúlio Vargas. Miguel Costa se incorpora a ela, no posto de general, e assume o comando da principal coluna que ia marchar sobre São Paulo para atingir o Rio de Janeiro, Capital da República. Nessa época, servia no Regimento de Cavalaria o 2º tenente Oscar Luiz Concistré, muito mais interessado nas lides hípicas do que na política. Organizada uma tropa de Infantaria para obstar o avanço dos Revoltosos comandados por Miguel Costa, o tenente Concis...

Livro Miguel Costa um herói brasileiro

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Livro Miguel Costa um herói brasileiro O livro Miguel Costa um herói brasileiro foi escrito por Yuri Abyaza Costa, que é neto do general Miguel Costa. A intenção de escrever o livro que relata a biografia desse General nasceu justamente da escassez de material publicado a respeito do vulto desse herói. Não é necessário descrever sobre a personalidade de Miguel Costa nesta postagem. Para conhecê-lo basta ler algumas postagens contidas neste blog ou adquirir o livro que foi editado pela Imprensa Oficial do Estado de São Paulo . Esse livro além de muito ilustrado – noventa e seis fotografias, a maioria inéditas – retrata os fatos com uma linguagem simples e acessível a todos os públicos. A escolha por uma linguagem que demonstre e desperte emoções está intimamente ligada ao próprio caráter do autor, dos personagens e do momento histórico retratado. Com essa escolha é possível valorizar ainda mais os frutos de um trabalho sério de pesquisa que levou mais de dois anos de investiment...