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Lançado livro São Paulo deve ser destruída sobre a Revolução de 1924 em São Paulo.

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Foto:  Douglas Mansur- Celeiro da Memória A Livraria Cultura do Conjunto Nacional, na Avenida Paulista, foi palco, no último dia 16 de abril, do lançamento do livro São Paulo deve ser destruída – a história do bombardeio à capital na Revolta de 1924 (Ed. Record), do jornalista e historiador Moacir Assunção. A obra, que conta com apresentação do jornalista e escritor Domingos Meirelles, retrata a Revolução Tenentista sob o prisma das pessoas comuns, que sofreram o bombardeio, e é fruto da dissertação de mestrado do autor na Pontifícia Universidade Católica de São Paulo (PUC-SP).   Douglas Mansur- Celeiro da Memória Ao contrário da maioria das obras sobre o tema, o livro, de 280 páginas, não trata dos líderes civis e militares do levante, mas dos cidadãos comuns, boa parte imigrantes italianos, brasileiros pobres, alemães e pessoas de outras nacionalidades que compõem boa parte das 504 vítimas fatais do episódio. “Fiz questão de oferecer a possibilidade dessas pessoas ...

Um dia tudo se torna igual

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Chega um dia em que todas as coisas se tornam iguais. Os sabores, os amigos, os assuntos, os livros, os pensamentos, as mulheres, as viagens, as vontades, tudo passa a ser uma única coisa. Quando esse dia chega não há o que fazer a não ser esperar. É o reflexo de que se compreendeu a vida. Nela [vida] não existe nada de especial depois que se percebe que tudo não passa da mesma coisa todos os dias. Viver torna-se enfadonho. Dormir para sonhar e assim escapar por algumas horas da triste monotonia que é a vida ou se embriagar para também escapar da monocromática realidade em que os dias se tornaram acaba por ser a única saída para quem alcançou o estágio final da vida e ainda continua vivo. Tudo o que for fazer acaba por se tornar repetitivo, porque qualquer coisa que pareça ser nova, na verdade não é, de algum modo você já fez e nem percebeu.  O esforço para adoecer o corpo e forçá-lo a se desligar parece a única novidade. Mas ele persiste em continuar vivo e a novidade torna...

Miguel Costa Junior - Baixinho Porreta

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Miguel Costa Junior e Maria José Abyaza Costa Há exatos 104 anos [06/01/2015] nascia um menino que não iria atingir uma estatura física elevada, mas atingiria uma estatura intelectual altiva. Seu nome: Miguel Costa Junior.  Quando completou 14 anos, foi levado por sua tia Josefina para ser matriculado no antigo Ginásio do Estado. O vestibular era rigoroso e miguelzinho estava preparado para enfrentar a banca examinadora. Durante o exame, um dos professores perguntou se ele era filho daquele bandido chamado Miguel Costa, o general revolucionário que comandava a Coluna Miguel Costa & Prestes. Tomado de raiva pelo insulto, passou a mão no tinteiro sobre a mesa para arremessá-lo contra a cabeça do professor examinador. Contiveram o menino, mas não puderam conter sua raiva, que se transformou no mais firme caráter que um homem pode construir. Passado o momento de tumulto e avaliada suas provas, constataram que miguelzinho havia sido aprovado e poderia ser admitido naquela...

O segredo para viver bem é ser autossuficiente

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Viver bem e sem sacrifícios O clima da terra está mudando e afetando a economia de vários países. Não se tem mais na agricultura a abundância de alimentos, os rios não são mais caudalosos e muitos estão poluídos, as chuvas são cada vez menos torrentes, o calor cada vez mais escaldante, o frio cada vez mais intenso e ao mesmo tempo moderado. O que são essas alterações se não sinais de alerta da Natureza? É provável que as cidades estejam condenadas a enfrentar o êxodo urbano, não por causa de uma guerra, mas por falta dela, porque os governos municipais ainda não começaram a travar as batalhas necessárias para que a arquitetura das cidades se adapte à realidade que o momento exige. Urge que se transformem imediatamente os quarteirões dos municípios brasileiros em ambientes capazes de abastecer as cidades de forma autônoma. É preciso se antecipar, por isso é importante que os governos promovam incentivos fiscais para que os contribuintes consigam adaptar suas casas à produção de e...

O político do amanhã

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Político do futuro O político que vencerá as eleições amanhã será aquele que investir mais na sua imagem pessoal, sem se tornar arrogante.  Tudo é espetáculo. Até a atuação política. Por isso, os atores políticos precisam desempenhar um bom papel durante o mandato, para que o personagem permaneça ativo na mente dos espectadores. Nos dias de hoje, em que a informação tende a ficar mais rápida, não há tempo para discursos longos, falta tempo para transmitir tudo o que se planeja, apenas por um olhar.  As pessoas querem se encantar com as coisas, com o que olham ou escutam. Isso inclui o perfil do candidato (a) e suas propostas.  É preciso atenção a uma coisa. Em um jogo de futebol,  a torcida espera que o astro marque os gols, só que, quando os gols não são marcados, o astro se torna vítima da fúria causada pela decepção da derrota. Alguém tem que ser culpado. O mesmo acontecerá amanhã, na política. Os futuros astros precisarão marcar seus mandatos com o c...

A Vontade de Potência

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Os cinquenta anos do golpe militar de 1964 vem suscitando a edição de muitos livros enfocando a repressão promovida pelos generais ditadores ou a heroica resistência à esquerda àquela onde de terror que tingiu de sangue o Brasil por 21 longos anos. São estudos localizados dentro de um recorte temporal identificado pela historiografia como História do Tempo Presente, em geral, começando pelos antecedentes do golpe: a eleição/renúncia de Jânio Quadros e a euforia das reformas de base no ambíguo governo de João Goulart. Em seguida, adentraram ao golpe, enveredando, então, por caminhos que levaram à repressão ou à resistência. Uma das exceções dentro do "boom" editorial centrado no golpe militar é o livro A Vontade de Potência, do antropólogo, cientista político e advogado, Orlando Sampaio Silva, editado pela Chiado, Editora portuguesa. Não somente o título do livro como também a construção da narrativa se apropriam do conceito de Schopenhauer, ampliado por Nietzsche, para mostra...

Bichinhos de estimação

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Nossos bichinhos de estimação são lindos “(...) quem sabe que o fôlego de vida dos filhos dos homens se dirige para cima, e o dos animais para baixo, para a terra”? Eclesiastes 3:22. Diz a lenda que nós recolhemos os bichinhos de estimação para cuidar deles, protegê-los, ensiná-los etc. Já pensou que pode ser o contraio? Que eles nos escolhem para cuidar da gente, nos proteger, nos ensinar etc? Tudo é possível. Lembro-me como se fosse ontem, quando cheguei à casa de um amigo de longa data. Assustei-me quando percebi correr por entre meus pés um bichinho que não pude distinguir de pronto. Era uma cachorrinha minúscula da raça pinscher. O rabo era maior do que ela. Implorei para que meu amigo me doasse a pinscher. Depois de relutar bastante, ele cedeu ao meu apelo. Levei-a para casa, comprei casinha, caminha, ração, vacina, brinquedinhos e tudo o que a minha imaginação idealizou que poderia agradá-la. Na época eu não tinha filhos e minha vida era muito confortável. Passava s...